domingo, 22 de novembro de 2009

Crônicas do Fim

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Ao passo que a humanidade ensandecida sem suas tecnologias continuava sua vida, agora com fenômenos que nem a ciência, nem a religião conseguiam explicar, aos poucos uma “aparente normalidade” foi se adequando ao cotidiano das cidades. Três semanas após a tempestade magnética solar, técnicos e especialistas das diferentes áreas conseguiram re-estabelecer alguns setores que dependiam da energia elétrica, que passou a ser artigo de luxo. As comunicações retornaram ao passado e os velhos aparelhos de telégrafos ganharam status de indispensáveis.

As viagens internacionais, feitas pela água, estavam liberadas apenas para aqueles que não estivessem em sua terra natal, pelo contrário era quase impossível devido ao forte esquema de segurança das divisas dos estados maiores.

O que os habitantes da Terra desconheciam era o que se passava lá fora. Ainda sem ter como manter comunicação com o planeta, os sete astronautas da Estação Espacial Internacional foram considerados mortos pelos centros de inteligência espacial de seus países de origem. Oque de fato não havia acontecido...


terça-feira, 10 de novembro de 2009

Crônicas do Fim

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Primeiro foram os 'apagões'.

Enquanto todos pensavam em se tratar apenas de uma falha no sistema de abastecimento de energia, as quedas foram se tornando mais frequêntes e duravam cada vez mais horas. Somente aqueles que trabalhavam diretamente nas centrais de energia das grandes metrópoles sabiam que não havia explicação para tantas falhas.

Depois vieram as tempestades eletromagnéticas.

Os satélites da Terra entraram em pane, como num jogo de dominó, um a um, desde os mais simples, de coleta de dados climáticos, aos mais sofisticados, de grandes empresas de informações aos das agencias governamentais.

A Estação Espacial Internacional, sem seus instrumentos de navegação ficou a deriva em órbita do planeta. Enquanto aqui embaixo nenhum aparelho eletro-eletrônico funcionava, tornaram-se obsoletos.

À medida em que os dias se passavam acostumou-se a viver assim. Durante o dia trabalhava-se para que durante a noite todos ficassem seguros.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

vias

Você sempre aprende que deve seguir pelos caminhos mais limpos, claros, e movimentados. Mas em algum momento da vida, em um dia avesso a todos os outros, será necessário passar por essa via escura, suja e deserta. E então o medo vem. E não só ele pois todos os seus fantasmas saberão o que te aflige e isso só irá piorar a situação. Então o que fazemos? Recusamos sugestões e caminhamos por onde quisermos durante toda a vida já esperando pelo pior? Ou seguimos a maré dos que se julgam espertos e continuamos bonzinos, e quando for preciso morreremos primeiro?

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

O que há de belo no meu reflexo?

E o que são seus próprios prazeres? Teu dia mais feliz foi quando viu o pôr-do-sol pela primeira vez. O que podemos dizer se passamos grande parte de nossa vida presos na mentira que nos são afixadas nos postes. Sequimos nossas vidas sem olhar para os lados, assim perdemos tudo aquilo que poderia nos tornar diferentes: um sorriso de um estranho, que dois anos depois seria seu marido; um anuncio em um outdoor qualquer, o emprego que te levaria a um cargo de muita importância; uma esquina errada que te fez se perder, o levari a conhecer aqueles a quem ajudaria por muito tempo. Ao invés de cumprirmos aquilo a aque nos é predestinado, escapamos, por um triz, o que infelizmente não é a melhor opção. O que o torna humano? Se não as relações que acontecem com o passar do tempo, esse mesmo tempo que te enfraquece e te apodrece? Vejo estrelas, mas o céu ou esta escuro demais, ou está limpo demais, e amanhã nem será um belo sábado. Vejo as árvores, mas o vento esta tão forte que suas folhas caem e se perdem pelo chão. E onde estão meus sonhos apagados como as nuvens, como as ondas, como os gestos... Se se esquecer significa viver a vida de acordo com os dogmas, eu prefiro fugir a nunca ter que me encontrar...

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Eventualmente

... olhe a sua volta
todos correm, por quê?

eu olho para o chão da avenida e vejo um retrato vazio

o que eu deveria procurar?

o céu cinza me amedronta, e o silêncio me bate!

todos ainda correm
sem direção.

...

domingo, 27 de setembro de 2009

um dia de perdas

ás vezes me encontro sozinho pensando nas coisas que poderiam ser
são tantos os erros não cometidos por temor ao desconhecido
que sinto uma vontade louca de deixar esse trem
as muitas perguntas que surgem e não possuem respostas prontas
fazem com que as pessoas deste tempo não possam ser elas mesmas
e eu me incluo neste vagão
o senhor de cigarro na mão que deixou de dizer bom dia para ela
a garota que pedala pelas ruas sozinha não conheceu seu amor no parque
e em um dia nublado eu não pude sorrir para desconhecidos

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

graystorm

e no silêncio da sala minha mente grita milhões de palavras eu não posso fugir nem ao menos me esconder palavras afiadas e palavras de veneno são tantas as coisas que acontecem que eu não me imagino longe disso a atmosfera me sufoca e as paredes me prendem de tal maneira que sinto a dor em meus ossos nenhuma lembrança é verdadeira para pessoas como eu e pessoas como você andam longe de mim mas não se afaste muito sem que eu possa perceber você não caminhe no escuro pois você pode tropeçar em meu corpo fúnebre tenho a sensação de já ter estado aqui mas isso é mera paranóia de quem não se sente bem em lugar algum e tudo nos separa para o mais longinquo deserto das ilusões sem emoção sem sentimento ou amor meninos como eu não sabem e nem nunca irão saber o valor de se viver completamente ao contrário daqueles que morreram com o número vinte e sete ou aqueles que adiantaram tal dígito eu perssigo um trem imaginário e o tempo ele vai nos jogar pelo abismo do universo paralelo a essa merda toda...