segunda-feira, 25 de junho de 2012

Canção do Deserto

Ouço sons.
Ouço canções feitas pelo vento em mim
deslizam e bailam por entre meus cabelos
assoviam em meus ouvidos como música

Ouço o silêncio.
Ouço o clamor de todos os seres em acordes
que não me deixam tranquilo...
lamentações e emoções descompassadas...

Ouço com exatidão
neste deserto vazio de minhas próprias invenções
Ouço tudo
como se fosse o que sempre ouvi ao adormecer
Ouço a solidão
de não compreender as glórias de ser

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Vitrais que eu vejo

Há uma mágica no aqui
Algo acontecendo por este lugar
talvez exista algo que eu não saiba
ou simplesmente o que eu vejo é você

Teus olhos passam por mim
Como as luzes de um velho faról
Como estrelas cadentes em mim
Como se fossem vitrais irreais

Teus olhos parecem fugir
Parecem confusos, distantes daqui
Como se eu fosse ameaça brutal
Como se já nada mais importasse

Teus olhos então me encontram
E na multidão se afasta, te perco
Tudo é tão confuso até que desisto
Volto em dores e arrependimentos

Com lembranças de vitrais que vi

sábado, 27 de novembro de 2010

labirinto

os sons ecoam suaves
nesta diversão sem limite
as paredes brilham
dos corredores infinitos
e nos perdemos nesta aventura
os delírios se multiplicam
em cada lugar uma descoberta
os sons ecoam suaves
e já não temos medo

há muito tempo sem voar

há muito tempo
eu não olhava por esse horizonte
não respirava esse aroma
e não sentia esse estranhos sonhos
há muito tempo
deixei de acreditar
por dias e dias eu vaguei
adormecido em um vagão de trem
sem destino
sem paradas por conhecer
há muito tempo eu não vinha aqui
e cheguei a me esquecer de vocês
há muito tempo
eu não abria os meus olhos
saudades da terra do nunca

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

nas mãos do tempo

nas mãos do tempo
eu deixo meus sentimentos
para o ar lancei meus votos de esperança
já não estou preso às correntes do sofrimento
quero poder caminhar
sem ter os pés
presos ao chão
sem ter olhos
presos num devaneio
quero poder ver o horizonte
e saber que posso
alcançar o céu

nas mãos do tempo
deixei meus sentimentos
e meu orgulho destruído

domingo, 24 de outubro de 2010

[...]

você me chamou
você me esperou nesta esquina suja
mas eu não pude ouvir
então você chorou
e se entregou às ruas...

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

pobre Johnny

seu nome é Johnny
e ele não sabe brincar de ser
lamenta sua atitude
e mais ainda seus olhos cegos
mas ninguém percebe
que sua tristeza é profunda
por não ter com quem sair
por não ter com quem sorrir
pobre Johnny
não conhece as regras
ou você está nelas
ou você não merece beber
seu nome é Johnny
e ele vaga pelas ruas desertas...