Ouço sons.
Ouço canções feitas pelo vento em mim
deslizam e bailam por entre meus cabelos
assoviam em meus ouvidos como música
Ouço o silêncio.
Ouço o clamor de todos os seres em acordes
que não me deixam tranquilo...
lamentações e emoções descompassadas...
Ouço com exatidão
neste deserto vazio de minhas próprias invenções
Ouço tudo
como se fosse o que sempre ouvi ao adormecer
Ouço a solidão
de não compreender as glórias de ser
segunda-feira, 25 de junho de 2012
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Vitrais que eu vejo
Há uma mágica no aqui
Algo acontecendo por este lugar
talvez exista algo que eu não saiba
ou simplesmente o que eu vejo é você
Teus olhos passam por mim
Como as luzes de um velho faról
Como estrelas cadentes em mim
Como se fossem vitrais irreais
Teus olhos parecem fugir
Parecem confusos, distantes daqui
Como se eu fosse ameaça brutal
Como se já nada mais importasse
Teus olhos então me encontram
E na multidão se afasta, te perco
Tudo é tão confuso até que desisto
Volto em dores e arrependimentos
Com lembranças de vitrais que vi
Algo acontecendo por este lugar
talvez exista algo que eu não saiba
ou simplesmente o que eu vejo é você
Teus olhos passam por mim
Como as luzes de um velho faról
Como estrelas cadentes em mim
Como se fossem vitrais irreais
Teus olhos parecem fugir
Parecem confusos, distantes daqui
Como se eu fosse ameaça brutal
Como se já nada mais importasse
Teus olhos então me encontram
E na multidão se afasta, te perco
Tudo é tão confuso até que desisto
Volto em dores e arrependimentos
Com lembranças de vitrais que vi
sábado, 27 de novembro de 2010
labirinto
os sons ecoam suaves
nesta diversão sem limite
as paredes brilham
dos corredores infinitos
e nos perdemos nesta aventura
os delírios se multiplicam
em cada lugar uma descoberta
os sons ecoam suaves
e já não temos medo
nesta diversão sem limite
as paredes brilham
dos corredores infinitos
e nos perdemos nesta aventura
os delírios se multiplicam
em cada lugar uma descoberta
os sons ecoam suaves
e já não temos medo
há muito tempo sem voar
há muito tempo
eu não olhava por esse horizonte
não respirava esse aroma
e não sentia esse estranhos sonhos
há muito tempo
deixei de acreditar
por dias e dias eu vaguei
adormecido em um vagão de trem
sem destino
sem paradas por conhecer
há muito tempo eu não vinha aqui
e cheguei a me esquecer de vocês
há muito tempo
eu não abria os meus olhos
saudades da terra do nunca
eu não olhava por esse horizonte
não respirava esse aroma
e não sentia esse estranhos sonhos
há muito tempo
deixei de acreditar
por dias e dias eu vaguei
adormecido em um vagão de trem
sem destino
sem paradas por conhecer
há muito tempo eu não vinha aqui
e cheguei a me esquecer de vocês
há muito tempo
eu não abria os meus olhos
saudades da terra do nunca
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
nas mãos do tempo
nas mãos do tempo
eu deixo meus sentimentos
para o ar lancei meus votos de esperança
já não estou preso às correntes do sofrimento
quero poder caminhar
sem ter os pés
presos ao chão
sem ter olhos
presos num devaneio
quero poder ver o horizonte
e saber que posso
alcançar o céu
nas mãos do tempo
deixei meus sentimentos
e meu orgulho destruído
eu deixo meus sentimentos
para o ar lancei meus votos de esperança
já não estou preso às correntes do sofrimento
quero poder caminhar
sem ter os pés
presos ao chão
sem ter olhos
presos num devaneio
quero poder ver o horizonte
e saber que posso
alcançar o céu
nas mãos do tempo
deixei meus sentimentos
e meu orgulho destruído
domingo, 24 de outubro de 2010
[...]
você me chamou
você me esperou nesta esquina suja
mas eu não pude ouvir
então você chorou
e se entregou às ruas...
você me esperou nesta esquina suja
mas eu não pude ouvir
então você chorou
e se entregou às ruas...
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
pobre Johnny
seu nome é Johnny
e ele não sabe brincar de ser
lamenta sua atitude
e mais ainda seus olhos cegos
mas ninguém percebe
que sua tristeza é profunda
por não ter com quem sair
por não ter com quem sorrir
pobre Johnny
não conhece as regras
ou você está nelas
ou você não merece beber
seu nome é Johnny
e ele vaga pelas ruas desertas...
e ele não sabe brincar de ser
lamenta sua atitude
e mais ainda seus olhos cegos
mas ninguém percebe
que sua tristeza é profunda
por não ter com quem sair
por não ter com quem sorrir
pobre Johnny
não conhece as regras
ou você está nelas
ou você não merece beber
seu nome é Johnny
e ele vaga pelas ruas desertas...
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