olhos ardentes e a noite segue com suas psicoses cada um em seu leito com os sonhos que merecem e eu aqui com a lua cheia refletida nos olhos tento manter a mente ocupada mas por mais que eu tenha motivos e assuntos e palavras e desejos parece que ainda há um universo de vazio em mim meus pensamentos não se organizam e uma imagem sempre volta a imagem de você mas eu tento desviar e penso em tudo o que aconteceu comigo e tudo o que quero aconteça mas é inútil e uma sombra se apossa de mim quero chorar e dizer adeus mas não tenho forças e tudo o que eu sei me impede de cometer o pior então eu penso nas pessoas que me cercam e desanimo porque não conheço amigos suficientes para me acompanhar e não tenho amigos que me entendam e toda a hipocrisia me revolta ainda mais eu queria tanto fugir daqui com meu melhor livro e minha melhor música mas já que meus pés estão amarados e sinto-me aprisionado aqui sem forças para me soltar passo os dias perdendo minha inspiração e meu dom a cada dia sou menos do que eu era
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Belos Garotos
A história segue seu rumo tranqüilo
Neste dia quente de primavera
Os pássaros cantam para os garotos
Belos garotos em plena juventude
Uma vida inteira para viver
Em jogos e conquistas pessoais
Seus olhos negros brilham como jóias
Quando há perigo no caminho
Estes belos garotos
Com suas tatuagens vermelhas
E suas armas na bainha
Mostram-se capazes de guerrear
Por mais fama e ouro
Seus olhos azuis brilham como jóias
Quando há perigo no caminho
Estes belos garotos
Perdidos entre os escombros do mundo
Seus pensamentos vagueiam
Entre paixões e desejos ilícitos
Noites a fora em diversões
Seus olhos verdes brilham como jóias
Quando há perigo no caminho
Estes belos garotos
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
pelos minutos
Um dois três são
os minutos que conto
E de uma só vez
eu sigo ao teu encontro
Canto a nossa canção
para que todos a sintam
No meio a multidão
os pombos me imitam
A luz do sol me aquece
E nada me entristece
Vou ao teu encontro
Pelos minutos que conto
Um dois três
de uma só vez ao dez
Quatro cinco seis
dou um salto aos teus pés
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Alegoria de um cego
Eu posso te ouvir daqui
Quilômetros de dor nos separam
O medo tinge tua bandeira
Enquanto os carros atropelam os carrinhos de bebê
Eu posso te sentir de longe
O choro seco e contínuo
Tuas mãos fazem ecoar teu auto-espancamento
E o carteiro não nos trouxe novidades
Eu posso te ver ainda
Escalando o próximo altar
Mas você não olha para baixo
Pois teme o que não vê
Não se esconda debaixo da cama
Enquanto tua família morre
Você não precisa ler
Tudo o que te obrigam
Tua TV é apenas mais um algoz
Que você pediu em casamento
Não deixe que controlem
Sua mente indefesa
O que você guarda aí
São trapos de uma outra vida
E não será assim
Que você se protegerá do frio
Não se esconda debaixo da cama
Enquanto tua família morre
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Cativante Estelar
O seu sorriso é mais que
canção ao entardecer
Teus olhos me transportam
para longe dos problemas
Você sempre me acompanha
no atravessar da ponte
E juntos nós espancamos
os pesadelos com sonhos reais
Por que tuas palavras me afetam tanto
Se for verdade que existam anjos
Você de fato é o meu
Só você consegue me fazer rir
durante uma crise
Ninguém ousa te interromper
numa história
Mas agora tudo pode acabar
com tua partida
Eu não quero pensar no
amanhã sem você aqui
Porque tua ausência me afeta tanto
Se for para viver sem você
Eu escolho não viver
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
O peso do amor
Tudo isso é verdade
As coisas que acontecem comigo
Estão soltas pelo vento
E eu não posso controlar mais
Tudo que eu olho
Sou capaz de amar
No mesmo instante
Na mesma intensidade que eu amo a mim
Tudo isso é verdade
Meu amor cresce
E eu não posso conter nenhum impulso
Por favor, me perdoe
O peso do amor cai sobre mim
Afaste tuas mãos
Não sou capaz de segurar meus instintos
E toda dor agora eu sinto
O peso do amor
Está em meus ombros
Afaste-se de mim ou me acompanhe
Por favor, me perdoe
Porque eu não sei mais o que dizer
Não quero parecer mais tolo que sou
A dor aumenta aos poucos
Minha embriagues
Impede-me de correr
Diga-me o que quero ouvir
Ou então me deixe afogar
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Cápsulas Anacrônicas
Eu caminho rápido descendo a rua
Sigo meu instinto sem olhar para trás
Numa busca efusiva por algo que desconheço
É a única coisa que eu quero fazer
(e não me olhe assim)
Nas noites quentes eu encontro meu outro mundo
Se por acaso eu não te reconhecer
Desculpe-me pela minha falta de apego
Siga minha sombra e não interrompa minha dança
(eu não lamento por você)
Há uma atração óbvia por fugas ilícitas aqui
Que me faz esquecer o menino em casa
O mesmo menino antes amedrontado pelos trovões
Pode agora gritar e ser maior que próprio céu
(e eu sou maior que céu)
Meus inimigos estão do outro lado da linha
Enquanto eu fico fascinado pela situação de me encontrar
Perco-me mais a cada estrela cadente
O que houve comigo, apenas um dia ruim
(quero outro alguém)
Enquanto isso me dê tua mão
Vamos descer rápido está rua estranha
Antes que o sol nasça para um novo dia
(e eu tenha que acordar)