Negar a fraqueza é negar a escuridão
Aceitá-la, é o primeiro passo para vencê-la
Fugir é o mesmo que acreditar
que o fim é o único horizonte a se ver
Quando não mais esperanças escolhemos
o lugar mais escuro e abandonado
para esconder nossas fraquezas
Ainda que eu não saiba minha escolha
a escuridão me cerca de forma protetora
Meu casulo é mais apertado que
o lado de fora de meus olhos...
Eu não sobreviverei se continuar
desejando ter uma arma debaixo do travesseiro
Eu não sobreviverei mais um ano
desejando ter os olhos rasgados e as mãos cortadas
Eu não nego os meus medos
eu os aceito e carrego as dores diariamente
Sofro por aceitar e entender
quinta-feira, 18 de junho de 2015
quarta-feira, 17 de junho de 2015
Dia 3 - Ajustes e Aceitação
"Everybody wants to rule the world..."
Para que a necessidade de controlar a tudo?
essa gana por poder que nos destrói e nos
reduz a seres hipócritas e reles expectadores
A vida flui!
Enquanto nossa existência se torna vã
As experiências passam diante de nós
enquanto observamos os outros...
Ajustando meus ponteiros
ordenando meus pensamentos
e aceitando as coisas como são!
Para que a necessidade de controlar a tudo?
essa gana por poder que nos destrói e nos
reduz a seres hipócritas e reles expectadores
A vida flui!
Enquanto nossa existência se torna vã
As experiências passam diante de nós
enquanto observamos os outros...
Ajustando meus ponteiros
ordenando meus pensamentos
e aceitando as coisas como são!
terça-feira, 16 de junho de 2015
Dia 2 - Equilíbrio
"a prova de que valeu a pena
ter conhecido uma pessoa na vida,
é quando você lembra dela e sorri."
assim tento seguir
um dia de cada vez
equilibrando-me na beira do precipício
em que minha vida estacionou
desde pequenho
passando por fases
chegando ao presente
ainda consigo sentir o cheiro das lágrimas
dos anos passados...
ainda consigo sentir a dor nos olhos...
mantenho-me em constante equilíbrio
entre os dois lados de mim
entre os vários lados do mundo
na escuridão da noite sou silêncio
na luz da manhã sou caos
entre idas e vindas perco-me para esquecer
e reencontro-me depois para adormecer
...
ter conhecido uma pessoa na vida,
é quando você lembra dela e sorri."
assim tento seguir
um dia de cada vez
equilibrando-me na beira do precipício
em que minha vida estacionou
desde pequenho
passando por fases
chegando ao presente
ainda consigo sentir o cheiro das lágrimas
dos anos passados...
ainda consigo sentir a dor nos olhos...
mantenho-me em constante equilíbrio
entre os dois lados de mim
entre os vários lados do mundo
na escuridão da noite sou silêncio
na luz da manhã sou caos
entre idas e vindas perco-me para esquecer
e reencontro-me depois para adormecer
...
segunda-feira, 15 de junho de 2015
Dia 1 - Início
Tentando iniciar uma nova jornada
Tentando me esquecer de dias felizes
que se tornaram dias vazios
Tentando recomeçar de um novo zero
O primeiro passo é sempre o mais difícil
Estou a seis meses sem medicamento
Aguentando duramente os dias que se seguem
Sangrando e chorando a cada amanhecer
Não queria passar por isso, mas as surpresas
não escolhem data nem estação
Elas surgem simplesmente
e com elas a decepção, o medo e o vazio
Tentando me afastar
minha conta do Facebook foi desativada
Tentando me manter vivo
minha cabeça mergulha nos livros
Um homem triste eu sempre serei
por saber que a felicidade é algo ilusório...
Tentando me esquecer de dias felizes
que se tornaram dias vazios
Tentando recomeçar de um novo zero
O primeiro passo é sempre o mais difícil
Estou a seis meses sem medicamento
Aguentando duramente os dias que se seguem
Sangrando e chorando a cada amanhecer
Não queria passar por isso, mas as surpresas
não escolhem data nem estação
Elas surgem simplesmente
e com elas a decepção, o medo e o vazio
Tentando me afastar
minha conta do Facebook foi desativada
Tentando me manter vivo
minha cabeça mergulha nos livros
Um homem triste eu sempre serei
por saber que a felicidade é algo ilusório...
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
Oito Horas
Um sonho,
outra vida em paralelo...
Tudo começou com uma tarde de encontros e reencontros no que parecia ser a casa de uma amiga (alguém que eu não conheço em vida) amplo quintal com árvores um edicula e uma casa simples, porem espaçosa. E as pessoas foram chegando. De todos os tempos e espaços, de todos os níveis e tribos... Os grupo de amigos se relacionavam como se nos conhecêssemos há anos... Casais, irmãos, primos, trios, turmas, bandas... Ah as bandas... à principio me é vago, mas no fim pude perceber que haviam várias bandas alternativas além das 'rockeiras', e vez ou outra acontecia, assim como um happening, eles cantavam... 'performavam-se'! Os cômodos da residência se transfundiram e já não pareciam com uma casa, e sim como um locar de reunião de amigos, conversas e alegrias, músicas e fotografias... Não me lembro quem foi ela, mas alguma loura 'louca' me deu uma câmera na mão e fui o responsável pelos registros 'da festa', o que fiz a noite toda (ou quase). Por vezes me encontrava agarrado com alguém em algum lugar... Pessoas... ah as pessoas... todas elas tão estranhas e ao mesmo tempo tão familiares, pessoas que eu não conheço, presentes nesse sonho surreal. Todos eles, rockers, junkies, cults, clubbers, cada um com sua particularidade e ao mesmo tempo tão sociáveis e tão receptivos... Não havia disputas nem dogmas, não havia preconceitos nem patifarias, não havia limites para aquela noite!
Os grupos se comportavam como se aquela tarde/noite fosse o resumo de suas vidas, como se naquele dia eles nascessem e morressem... Uma garota era a dona da casa, penso que a mesma loura que me encarregou de fotografar a festa. Poucas vezes a vi, ora recostada em uma parede conversando com dois ou três, ora se beijando com um garoto... Haviam umas garotas familiares, mas que eu não reconhecia, mesmo tendo um sentimento de amizade longínquo. Haviam uns garotos interessantes, outros fortes amigos, alguns conhecidos (desconhecidos), e outros que apareceram como companhia de alguém. De todas as pessoas dessa festa o jovem casal era o que mais mexia comigo. Não sei ao certo o que representavam: ela me despertava um amor incondicional como se fôssemos almas afins (que eu penso ser a verdade) mas ao mesmo tempo ela refletia aquilo que eu era, como se fôssemos a mesma pessoa dividida em dois corpos... confuso! Já ele formava o par perfeito com ela, eram lindos juntos, completos! E por isso ele me afetou tal qual a afetava... Mais confuso ainda!..
Lembro-me de algumas outras pessoas, mas brevemente recorrentes, como uma mulher no começo da tarde, talvez a mãe de alguma garota de lá, ou ainda uma guru da roda de amigos, aparentava ser um pouco mais velha, porém se relacionava bem com todos... E ainda (talvez) a mãe da garota da casa (ou a própria dona da casa) não sei ao certo. Ainda alguns participantes da festa que surgiam e fluíam... em certos momentos, com certas atitudes e ações no decorrer da festa! Toda a 'festa' aconteceu entre uma tarde e uma noite, chegando à madrugada e com o dia quase amanhecendo eu despertei.
Lembro-me vagamente de alguns rostos, mas minha lembrança é maior quanto às essências de cada uma das pessoas ali presente. Essas não são reflexos alternados de pessoas que conheço no mundo real, mas sim outras pessoas que conheço de um outro lugar... talvez... Sei que não as encontrarei neste mundo, nem nesta vida... mas de alguma forma as encontrarei se isso tiver que acontecer... em outra vida, outro mundo, outra viagem transcendente!
Junior Bittencourt, 16 de fevereiro de 2015
outra vida em paralelo...
Tudo começou com uma tarde de encontros e reencontros no que parecia ser a casa de uma amiga (alguém que eu não conheço em vida) amplo quintal com árvores um edicula e uma casa simples, porem espaçosa. E as pessoas foram chegando. De todos os tempos e espaços, de todos os níveis e tribos... Os grupo de amigos se relacionavam como se nos conhecêssemos há anos... Casais, irmãos, primos, trios, turmas, bandas... Ah as bandas... à principio me é vago, mas no fim pude perceber que haviam várias bandas alternativas além das 'rockeiras', e vez ou outra acontecia, assim como um happening, eles cantavam... 'performavam-se'! Os cômodos da residência se transfundiram e já não pareciam com uma casa, e sim como um locar de reunião de amigos, conversas e alegrias, músicas e fotografias... Não me lembro quem foi ela, mas alguma loura 'louca' me deu uma câmera na mão e fui o responsável pelos registros 'da festa', o que fiz a noite toda (ou quase). Por vezes me encontrava agarrado com alguém em algum lugar... Pessoas... ah as pessoas... todas elas tão estranhas e ao mesmo tempo tão familiares, pessoas que eu não conheço, presentes nesse sonho surreal. Todos eles, rockers, junkies, cults, clubbers, cada um com sua particularidade e ao mesmo tempo tão sociáveis e tão receptivos... Não havia disputas nem dogmas, não havia preconceitos nem patifarias, não havia limites para aquela noite!
Os grupos se comportavam como se aquela tarde/noite fosse o resumo de suas vidas, como se naquele dia eles nascessem e morressem... Uma garota era a dona da casa, penso que a mesma loura que me encarregou de fotografar a festa. Poucas vezes a vi, ora recostada em uma parede conversando com dois ou três, ora se beijando com um garoto... Haviam umas garotas familiares, mas que eu não reconhecia, mesmo tendo um sentimento de amizade longínquo. Haviam uns garotos interessantes, outros fortes amigos, alguns conhecidos (desconhecidos), e outros que apareceram como companhia de alguém. De todas as pessoas dessa festa o jovem casal era o que mais mexia comigo. Não sei ao certo o que representavam: ela me despertava um amor incondicional como se fôssemos almas afins (que eu penso ser a verdade) mas ao mesmo tempo ela refletia aquilo que eu era, como se fôssemos a mesma pessoa dividida em dois corpos... confuso! Já ele formava o par perfeito com ela, eram lindos juntos, completos! E por isso ele me afetou tal qual a afetava... Mais confuso ainda!..
Lembro-me de algumas outras pessoas, mas brevemente recorrentes, como uma mulher no começo da tarde, talvez a mãe de alguma garota de lá, ou ainda uma guru da roda de amigos, aparentava ser um pouco mais velha, porém se relacionava bem com todos... E ainda (talvez) a mãe da garota da casa (ou a própria dona da casa) não sei ao certo. Ainda alguns participantes da festa que surgiam e fluíam... em certos momentos, com certas atitudes e ações no decorrer da festa! Toda a 'festa' aconteceu entre uma tarde e uma noite, chegando à madrugada e com o dia quase amanhecendo eu despertei.
Lembro-me vagamente de alguns rostos, mas minha lembrança é maior quanto às essências de cada uma das pessoas ali presente. Essas não são reflexos alternados de pessoas que conheço no mundo real, mas sim outras pessoas que conheço de um outro lugar... talvez... Sei que não as encontrarei neste mundo, nem nesta vida... mas de alguma forma as encontrarei se isso tiver que acontecer... em outra vida, outro mundo, outra viagem transcendente!
Junior Bittencourt, 16 de fevereiro de 2015
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
Zephyros
Diga com o que se parecem as nuvens?
Diga me como elas se parecem par você?
É difícil me encaixar em seus sonhos!
É difícil eu me encaixar em algum sonho!
Seja lá o que aconteça
quero ir pelo caminho mais longo
pelas brumas do entardecer
quero descer pelo buraco do coelho
Seja lá o que pode acontecer
quero ir além do arco-íris
pelas gramas de outras cores
quero embarcar em sua balsa
Diga como me aproximar de você!
Diga me como estar próximo de você agora!
As nuvens seguem seu destino
desaparecem a cada sopro de Zephyros
benfazejos deixados outrora
as nuvens seguem para desaparecer além...
Nossos destinos no céu de primavera!
Nossas linhas nas mãos contrárias do destino!
Diga me como elas se parecem par você?
É difícil me encaixar em seus sonhos!
É difícil eu me encaixar em algum sonho!
Seja lá o que aconteça
quero ir pelo caminho mais longo
pelas brumas do entardecer
quero descer pelo buraco do coelho
Seja lá o que pode acontecer
quero ir além do arco-íris
pelas gramas de outras cores
quero embarcar em sua balsa
Diga como me aproximar de você!
Diga me como estar próximo de você agora!
As nuvens seguem seu destino
desaparecem a cada sopro de Zephyros
benfazejos deixados outrora
as nuvens seguem para desaparecer além...
Nossos destinos no céu de primavera!
Nossas linhas nas mãos contrárias do destino!
domingo, 21 de dezembro de 2014
Turbilhão fora daqui!
Por toda minha volta,
os passos são rápidos
os olhares são destraídos
e os sorrisos nunca não existem mais...
Por toda minha volta,
um mundo louco
de pessoas alienadas
cores sem emoção
e caminhos tortuosos...
Por toda minha volta
vizinhos desconhecidos
vendedores entristecidos
e os professores dopados!
Por todo meu redor
a indiferença
reina sol a sol
e não há o que fazer
para consertar isso...
Por todo meu redor
nada
e ninguém
escapará à sombra...
Por todo meu redor
as lágrimas caem
no chão
empoeirado de sonhos...
os passos são rápidos
os olhares são destraídos
e os sorrisos nunca não existem mais...
Por toda minha volta,
um mundo louco
de pessoas alienadas
cores sem emoção
e caminhos tortuosos...
Por toda minha volta
vizinhos desconhecidos
vendedores entristecidos
e os professores dopados!
Por todo meu redor
a indiferença
reina sol a sol
e não há o que fazer
para consertar isso...
Por todo meu redor
nada
e ninguém
escapará à sombra...
Por todo meu redor
as lágrimas caem
no chão
empoeirado de sonhos...
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