quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

primeiro dia

diferenças e novidades
a busca por algo que não se encontra
paralelos em desigualdades
por tudo o que trama se trava
perseguição
uma corrida em luta de palavras
sua aflição
que me domina

sigo na noite de uma vida torpe
sem valor algum para deixar
sigo em sonolencia
por becos esquecidos
de minha própria ilusão
não me lembro
da última vez

em que pude sonhar

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Colapso

Um veneno que desce a garganta
como agulhas presas em meus olhos
Meus olhos se abrem a cada dia
com a dor que aumenta em meu peito
E no fim estarei sozinho e com as
cicatrizes que consegui pela jornada

Uma doença mental que se alastra
por meus neurônios como praga
O colapso acontece em mim
e no escuro é onde me sento e reflito
E você ai pensando que é louco
o suficiente para se trancar no quarto

Seriamente comprometida minha
memória se desintegra em lamaçal
Quando a noite chega meus
demônios me atormentam e me rasgam
Como papel sou destruído
com o fogo dos olhos de meus inimigos



quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Acredite em mim

Eu preciso que você acredite em mim
antes de me aplicar essa dosagem
Eu queria que você sentisse no beijo
a verdade que escondo de todos
Não me jogue para longe
Não me empurre para fora daqui

Eu preciso que você acredite em nós
antes de me estrangular com suas palavras
Eu queria que você ouvisse
pela última vez minha confissão
Não me jogue nas ruas novamente
Não me empurre de volta ao vazio

Eu queria que você acreditasse em mim
como fazíamos nos jogos de azar
Por toda minha vida quis você aqui
acreditando em cada palavra minha
Não me jogue fora
Não me empurre para o esquecimento

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Loucura...

Pessoas pelas ruas,
sem observar o que existe adiante
O que acontece?
Para onde vamos sem uma chance?
Ninguém te vê como é
Todos te deixam no canto escuro
e fingem se importar
Todos correndo contra o tempo
sem perceber que o tempo não corre
Pessoas pelas ruas,
sem imaginar o dia de amanhã
Que loucura!
Para onde vamos sem uma chance?
Suas palavras me doem,
ninguém mais diz até logo
Tudo é deixado para trás como é...
Que loucura!
É difícil acreditar
que vivemos nessa insanidade
onde ninguém se conhece
e todos se ignoram até o anoitecer...

terça-feira, 17 de julho de 2012

Festa

Garotos e garotas
dançando perdidamente na noite
Garotos e garotas
sem nomes e sem história
A música abafa as falas
e deixa tudo em um ritmo apenas

Garotos e garotas
pulam como querendo tocar as estrelas
Garotos e garaotas
seguindo seus intintos livremente
A noite apenas começou
para o resto de nossas vidas

Garotos e garotas
loucos como os seres da floresta
A chama crepita e
a música não para
Garotos e garotas
sendo apenas o que nasceram para ser

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Canção do Deserto

Ouço sons.
Ouço canções feitas pelo vento em mim
deslizam e bailam por entre meus cabelos
assoviam em meus ouvidos como música

Ouço o silêncio.
Ouço o clamor de todos os seres em acordes
que não me deixam tranquilo...
lamentações e emoções descompassadas...

Ouço com exatidão
neste deserto vazio de minhas próprias invenções
Ouço tudo
como se fosse o que sempre ouvi ao adormecer
Ouço a solidão
de não compreender as glórias de ser

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Vitrais que eu vejo

Há uma mágica no aqui
Algo acontecendo por este lugar
talvez exista algo que eu não saiba
ou simplesmente o que eu vejo é você

Teus olhos passam por mim
Como as luzes de um velho faról
Como estrelas cadentes em mim
Como se fossem vitrais irreais

Teus olhos parecem fugir
Parecem confusos, distantes daqui
Como se eu fosse ameaça brutal
Como se já nada mais importasse

Teus olhos então me encontram
E na multidão se afasta, te perco
Tudo é tão confuso até que desisto
Volto em dores e arrependimentos

Com lembranças de vitrais que vi