mova-se lentamente na calada da noite
mova-se lentamente no banco frio dessa praça
mova-se lentamente quando ninguém te observa
mova-se lentamente mas procure a saída
a lua alta sabe o seu plano
e todo esse silêncio
espalha os seus códigos
toda sombra é cúmplice
olhe diretamente para a avenida deserta de barreiras
mova-se lentamente na calada da noite
mova-se lentamente no banco frio dessa praça
mova-se lentamente quando ninguém te observa
olhe diretamente para a avenida deserta de barreiras
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
a última noite do fim
prazer em conhecê-lo
mas o tempo não é favorável
as mentes se deturpam em cada esquina
e ela nunca mais voltou para casa
neste dia de inverno
ninguém se importa, ninguém entende
em estado letárgico
pela segunda vez neste aniversário
as estrelas não caminham pela noite
este é o dia mais importante de sua vida
pois eu te verei lá fora
ainda que você não entenda, ninguém entende
eles dizem que um dia era normal
a paisagem opaca dessa cidade
isso me deixa mal e com vontade de cair
mas eu sei que nada é como antes
e o ela pensa que eu ligo, ele não entende
e eles julgam nossas roupas
mas nossa nave esta camuflada
longe desse sujo comércio de vidro
eles não entendem
e eu não quero entender isso
mas o tempo não é favorável
as mentes se deturpam em cada esquina
e ela nunca mais voltou para casa
neste dia de inverno
ninguém se importa, ninguém entende
em estado letárgico
pela segunda vez neste aniversário
as estrelas não caminham pela noite
este é o dia mais importante de sua vida
pois eu te verei lá fora
ainda que você não entenda, ninguém entende
eles dizem que um dia era normal
a paisagem opaca dessa cidade
isso me deixa mal e com vontade de cair
mas eu sei que nada é como antes
e o ela pensa que eu ligo, ele não entende
e eles julgam nossas roupas
mas nossa nave esta camuflada
longe desse sujo comércio de vidro
eles não entendem
e eu não quero entender isso
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
resumidamente dois anos
certa vez eu escolhi essa cidade
esqueci o passado e subi no alto desse morro
eu queimei os retratos antigos
e recomecei por novos caminhos estranhos
e um a um eu conheci os mistérios que eu nunca quis
para longe andei, bebi a noite fria,
me perdi dos meus para quem sabe quando voltar
uma vez eu estraguei tudo
esqueci-me de mim e deixei e as coisas mudaram
as noites eram estranhas agora
tudo parecia mudar rápido demais
e mais uma vez eu decidi esquecer as caixas no chão
revelações e provações e juramentos silenciosos
risos perdidos por entre desafios
e por outras noites bebi e contive o 'maior segredo do mundo'
mas por outra vez eu estraguei tudo, talvez
esqueci-me de mim e daquilo que eu escolhi
as noites já não me pareciam belas
parti
para um outro estado de vibração
agora apenas o tempo dirá
não pretendo nem desejo voltar
as coisas correm mais rápidas do que antes
agora apenas o tempo dirá
se eu estava certo todo o tempo
e ainda sim estragamos tudo
esqueci o passado e subi no alto desse morro
eu queimei os retratos antigos
e recomecei por novos caminhos estranhos
e um a um eu conheci os mistérios que eu nunca quis
para longe andei, bebi a noite fria,
me perdi dos meus para quem sabe quando voltar
uma vez eu estraguei tudo
esqueci-me de mim e deixei e as coisas mudaram
as noites eram estranhas agora
tudo parecia mudar rápido demais
e mais uma vez eu decidi esquecer as caixas no chão
revelações e provações e juramentos silenciosos
risos perdidos por entre desafios
e por outras noites bebi e contive o 'maior segredo do mundo'
mas por outra vez eu estraguei tudo, talvez
esqueci-me de mim e daquilo que eu escolhi
as noites já não me pareciam belas
parti
para um outro estado de vibração
agora apenas o tempo dirá
não pretendo nem desejo voltar
as coisas correm mais rápidas do que antes
agora apenas o tempo dirá
se eu estava certo todo o tempo
e ainda sim estragamos tudo
sábado, 1 de agosto de 2009
duo
eu não sei mais dançar... eu não sei mais beber...
eu não sei mais curtir uma noite...
estou morrendo... deixando de ser eu
junior bittencourt
estamos morrendo deixando de ser nós,
enquanto estão sendo o que não são
nuna nischiyama
eu não sei mais curtir uma noite...
estou morrendo... deixando de ser eu
junior bittencourt
estamos morrendo deixando de ser nós,
enquanto estão sendo o que não são
nuna nischiyama
sábado, 25 de julho de 2009
Espetáculo do J.
A celebração do Sr. João
Começa com o pôr-do-sol
Na contramão e sem confusão
Com a marcha do caracol
E o Sr. João se balança na ponte
Com as mãos na fronte
Sem medo ou razão
E antes que conte até um milhão
O Magnífico dispara o canhão
Boooom...
É a mágica!
É ele o fodão!
E lá vem anões na Parada de João
Vestidos de abobora, púrpura e limão
Dançando como focas
Na festa sem tortas
E tudo isso acontece
Nas esquinas sem nomes
O Sr. João e O Magnífico
Divertem-se como grandes irmãos
E é assim até o raiar do dia
Quando chega a tia
E põem fim a curtição
do Sr. João
É!
Começa com o pôr-do-sol
Na contramão e sem confusão
Com a marcha do caracol
E o Sr. João se balança na ponte
Com as mãos na fronte
Sem medo ou razão
E antes que conte até um milhão
O Magnífico dispara o canhão
Boooom...
É a mágica!
É ele o fodão!
E lá vem anões na Parada de João
Vestidos de abobora, púrpura e limão
Dançando como focas
Na festa sem tortas
E tudo isso acontece
Nas esquinas sem nomes
O Sr. João e O Magnífico
Divertem-se como grandes irmãos
E é assim até o raiar do dia
Quando chega a tia
E põem fim a curtição
do Sr. João
É!
domingo, 19 de julho de 2009
sem um lugar seguro
eu ouvi seu chamado
mas isso foi apenas em minha mente
as ruas estão em silêncio
e o céu azul parece calmo demais
um clarão no horizonte
eu começo a ter medo agora
o que sobrou da cidade
esta cinza
em minha memória conturbada
uma imagem de tempos felizes
e seus olhos eu me lembro eram azuis
agora não existe um lugar seguro para chorar
um clarão no horizonte
eu começo a ter medo muito medo do que virá
o que sobrou da cidade esta longe de ser belo
esta cinza
eu ouvi o seu chamado
mas era tarde
eu caí
mas isso foi apenas em minha mente
as ruas estão em silêncio
e o céu azul parece calmo demais
um clarão no horizonte
eu começo a ter medo agora
o que sobrou da cidade
esta cinza
em minha memória conturbada
uma imagem de tempos felizes
e seus olhos eu me lembro eram azuis
agora não existe um lugar seguro para chorar
um clarão no horizonte
eu começo a ter medo muito medo do que virá
o que sobrou da cidade esta longe de ser belo
esta cinza
eu ouvi o seu chamado
mas era tarde
eu caí
terça-feira, 7 de julho de 2009
Por paz e quietude
Grandes pessoas sempre morrem
e deixam profundas marcas pelo mundo
e os podres continuam...
Destruindo toda a avenida e toda a paz
trazem desordem e revolução
(e as ruas se enchem de sangue)
As casas são refúgios de crianças
e um bebê chora por quietude!
E na TV o caos instalado no país
guerra de homens, mulheres e idosos
crianças choram por quietude!
Não há um beco para se esconder
a força dos grandes dominam tudo
e o que fazer para se salvar?
Se todos fogem e criam a compaixão
(e não há um momento de paz!)
Crianças choram por quietude!
e eu grito por liberdade...
Neste tormento o sonho predominará!
e deixam profundas marcas pelo mundo
e os podres continuam...
Destruindo toda a avenida e toda a paz
trazem desordem e revolução
(e as ruas se enchem de sangue)
As casas são refúgios de crianças
e um bebê chora por quietude!
E na TV o caos instalado no país
guerra de homens, mulheres e idosos
crianças choram por quietude!
Não há um beco para se esconder
a força dos grandes dominam tudo
e o que fazer para se salvar?
Se todos fogem e criam a compaixão
(e não há um momento de paz!)
Crianças choram por quietude!
e eu grito por liberdade...
Neste tormento o sonho predominará!
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