sexta-feira, 7 de março de 2014

Azul

(Não há diferença entre uma noite bem vivida
de conversas produtivas e risadas somadas às horas
e uma boa noite de sono com sonhas de
paisagens surreais e amores imaginários em cenas azuis)

Olho para meus dias
e não sinto amoções
Olho para meu caminho
e não vejo o que gostaria
Olho para o céu e o
não é mais como antes...

(Não há diferença
entre o antes
e o agora caótico)

Olho para as pessoas
e sinto quase nada
Olho para outros olhares
e são completamente vaos
Olho para as horas
e faz muito tempo que eu me peguei sorrindo...

(Não há diferença
entre o que sou
e o que nunca fui...)

quinta-feira, 6 de março de 2014

Ao meu redor, revolução!

Quero começar uma revolução
alguma ação contrária ao que pensar
gritar, aos quatro cantos uma solução
simples e que transforme
nada de bombas ou cartazes
uma contra-ação
Acordar e saber
que ao meu redor as coisas funcionam
Quero incitar a multidão
algum sentimento que se espalhe
algo maravilhoso
não uma ilusão, mas algo que não falhe
um sonho me ocorreu
na noite da tempestade
por isso quero mudar, correr para a rua
Quero começar o futuro agora!

quarta-feira, 5 de março de 2014

Autopista

Mais devagar, o que acontece por aqui? O que acontece comigo?
Mais devagar, as coisas estão mais rápidas do que no tempo do
'era uma vez' então, mais devagar!
Por favor eu preciso de deixar, uma minuto par eu respirar
O que esta acontecendo?
Explique-me por que não algo de errado, ou por que há?
Mais devagar, estou perdendo o controle do carro
não desista ainda apenas me explique, deixe-me respirar
O que esta acontecendo aqui?
Mais devagar, por favor!!!

terça-feira, 4 de março de 2014

No laissez-moi

as vozes que ecoam
entoam o passado do fundo do abismo
as vozes que me atormentam
há muito me seguem
e não vejo mais seu sorriso
meu amigo
as vozes me ensurdecem
não nego minha culpa
mas o sol já se foi
e essas vozes
há muito não me deixam
essa loucura toda
em meio o caos da festa
as vozes que ecoam
no laissez-moi...

segunda-feira, 3 de março de 2014

Última Festa



Não são apenas os meus sonhos que deixam de se realizar
Suas desculpas inventadas já não fazem parte de minha vida
E agora estou buscando outra fantasia para viver
Não me interesso por suas festas estranhas de amigos imaginários
Quando todos estão embriagados é difícil perceber a verdade
Suas antigas cartas enigmáticas foram queimadas na noite anterior
Não sobraram lembranças além das gravadas profundamente
Na minha memória conturbada
Estou em outra viagem, buscando outro ídolo para adormecer
Nunca seremos vizinhos de sonhos ou de conquistas
Após a última festa seguimos por caminhos díspares
Por outros motivos e por outros interesses
Um milhão de estrelas separam nossos céus
E eu não me importo como você dança
Um novo sorriso espera por mim em alguma outra esquina
E todos competem para ver quem corre mais rápido
No quarto ao lado meus sonhos foram roubados
E eu já não me importo com quem os roubou
- agora estou buscando outra fantasia para viver -
E você sabe o que acontecerá a seguir?

domingo, 2 de março de 2014

Planetário

Esta é uma noite incomum
Seus olhos parecem estrelas cadentes
Que viajam para dentro de mim
A turma se distrai com a fogueira
Mil anos existem entre nós
Rodas de conversas sobre planetas e signos
E eu não me encontro com você
As trajetórias são complexas
E está quase no fim do solstício
Em meus sonhos está noite termina bem
Mais um último cigarro
E o céu se torna lilás sem a escuridão
Cada um, rumo à sua casa
As estrelas se formam
Junto aos sonhos que sonhamos ontem

sábado, 1 de março de 2014

Na Caverna

Sons distorcidos ecoando ao longe
Toda minha vida nas paredes sujas desta caverna
Não é apenas com você que isso acontece
Comigo é o mesmo dilema em ‘ser ou não ser’
Enquanto isso não foco de mim um mártir

Estou fingindo
Pretendo ser um falso amigo para vocês todos
Manter as aparências nas coisas pequenas
E sair destas sombras que nos perseguem
Não quero que me sigam além

Este é um jogo complexo
Onde estou buscando as respostas nas pinturas
E vocês tentando me enganar com trapaças
Pequenos gestos que revelam muito
Dentro desta caverna tomada pelo medo