Ouvi dizer que este é o ano regido pelo número sete,
e o que isso significa para mim?
Esperança? Sorte, talvez...
Sete motivos tenho para desistir
e outros sete para me manter vivo
Sete motivos tenho para desistir dessas cores
e outros sete para continuar cantando
Sete motivos para dizer não!
e outros sete para buscar por um sim
(ainda que longe de mim)
Sete motivos para não olhar adiante
e outros sete para me manter calado
(das verdades ocultas)
Sete motivos tenho guardados em minha gaveta
para explodir com todos os planos e aspirações
Sete motivos somados ao desespero de viver
e outros sete girando em torno da minha cabeça
Sete motivos para chorar
enquanto espero por apenas um
para tentar sorrir...
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Temido Recomeço
as coisas parecem normais
vistas do seu ponto de vista
as canções pararam de acoar
(este é apenas o começo)
cada criatura se encontra em pedaços
(este é apenas o começo)
à luz da lua tudo parece bem
tudo parece calmo de longe
não se veem mais os avisos
(este é o temido começo)
vejo o reflexo embaçado de mim
(este é o temido começo)
vistas do seu ponto de vista
as canções pararam de acoar
(este é apenas o começo)
cada criatura se encontra em pedaços
(este é apenas o começo)
à luz da lua tudo parece bem
tudo parece calmo de longe
não se veem mais os avisos
(este é o temido começo)
vejo o reflexo embaçado de mim
(este é o temido começo)
domingo, 5 de janeiro de 2014
Reerguendo-se
a terra suja de sangue que suja minhas mãos se erguendo ao céu
uma canção ao fundo ecoa em mim
e meus olhos doem ao vislumbrar a luz que existia ao longe
agora minha segunda vez me aguarda no topo do mundo
faço o mundo me mover ao meu redor para que eu me mova com ele
não há tempo para esperar preciso me erguer desse chão de magoas
uma canção ao fundo ecoa em mim
e meus olhos doem ao vislumbrar a luz que existia ao longe
agora minha segunda vez me aguarda no topo do mundo
faço o mundo me mover ao meu redor para que eu me mova com ele
não há tempo para esperar preciso me erguer desse chão de magoas
Realidade
Ideais se perdendo em copos de bebidas baratas
E suas faces já não escondem seus medos
Novos olhares daqueles que desconhecem a verdade
Mas ainda sim buscam por um pouco de alegria
Mentes perturbadas de segredos e covardias
Se chocando com a exatidão das convenções vis
E em tudo isso um pouco de esperança
uma chama que não se apaga
por desejos e medos e sonhos e desesperos
Em meio a tudo isso
lágrimas escondidas por trás de palavreados quaisquer
E suas faces já não escondem seus medos
Novos olhares daqueles que desconhecem a verdade
Mas ainda sim buscam por um pouco de alegria
Mentes perturbadas de segredos e covardias
Se chocando com a exatidão das convenções vis
E em tudo isso um pouco de esperança
uma chama que não se apaga
por desejos e medos e sonhos e desesperos
Em meio a tudo isso
lágrimas escondidas por trás de palavreados quaisquer
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
Terceira
nada me espanta me anima ou me surpreende
quando já se conhece o final da história
nada pode me fazer falar aquilo que é desnecessário
por mais que eu tenha as vontades contidas
nada me faria mais contente com o momento do que uma nova luz
mesmo nesta escuridão desoladora
e ainda que chegue a terceira hora deste pesadelo
nada pode me ferir mais do que
minhas cicatrizes não possa suportar
quando já se conhece o final da história
nada pode me fazer falar aquilo que é desnecessário
por mais que eu tenha as vontades contidas
nada me faria mais contente com o momento do que uma nova luz
mesmo nesta escuridão desoladora
e ainda que chegue a terceira hora deste pesadelo
nada pode me ferir mais do que
minhas cicatrizes não possa suportar
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
dois (ou a corrida)
correndo...
vejo-me constantemente correndo em busca de um pódio imaginário
um ideal inalcançável de profecias e encantos
meu reflexo no espelho é o mesmo de anos atrás
mas meus olhos já não possuem o brilho de antes
corro por colinas de verdes inexistentes
corro por neblinas que me enganam
corro e já não sei por onde ir
correndo...
minhas pernas doem e doem meus sonhos
não tenho ídolos para rogar não tenho certezas
sinto a imensidão se estender ante mim
e do alto as rapinas já sentem minha desistencia
corro sem ver outros ao meu redor
corro e de nada adiantará correr
se minha busca não tem nome nem lugar exatos
vejo-me constantemente correndo em busca de um pódio imaginário
um ideal inalcançável de profecias e encantos
meu reflexo no espelho é o mesmo de anos atrás
mas meus olhos já não possuem o brilho de antes
corro por colinas de verdes inexistentes
corro por neblinas que me enganam
corro e já não sei por onde ir
correndo...
minhas pernas doem e doem meus sonhos
não tenho ídolos para rogar não tenho certezas
sinto a imensidão se estender ante mim
e do alto as rapinas já sentem minha desistencia
corro sem ver outros ao meu redor
corro e de nada adiantará correr
se minha busca não tem nome nem lugar exatos
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
primeiro dia
diferenças e novidades
a busca por algo que não se encontra
paralelos em desigualdades
por tudo o que trama se trava
perseguição
uma corrida em luta de palavras
sua aflição
que me domina
sigo na noite de uma vida torpe
sem valor algum para deixar
sigo em sonolencia
por becos esquecidos
de minha própria ilusão
não me lembro
da última vez
em que pude sonhar
a busca por algo que não se encontra
paralelos em desigualdades
por tudo o que trama se trava
perseguição
uma corrida em luta de palavras
sua aflição
que me domina
sigo na noite de uma vida torpe
sem valor algum para deixar
sigo em sonolencia
por becos esquecidos
de minha própria ilusão
não me lembro
da última vez
em que pude sonhar
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