segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Temido Recomeço

as coisas parecem normais
vistas do seu ponto de vista
as canções pararam de acoar
(este é apenas o começo)
cada criatura se encontra em pedaços
(este é apenas o começo)

à luz da lua tudo parece bem
tudo parece calmo de longe
não se veem mais os avisos
(este é o temido começo)
vejo o reflexo embaçado de mim
(este é o temido começo)

domingo, 5 de janeiro de 2014

Reerguendo-se

a terra suja de sangue que suja minhas mãos se erguendo ao céu
uma canção ao fundo ecoa em mim
e meus olhos doem ao vislumbrar a luz que existia ao longe
agora minha segunda vez me aguarda no topo do mundo

faço o mundo me mover ao meu redor para que eu me mova com ele
não há tempo para esperar preciso me erguer desse chão de magoas


Realidade

Ideais se perdendo em copos de bebidas baratas
E suas faces já não escondem seus medos

Novos olhares daqueles que desconhecem a verdade
Mas ainda sim buscam por um pouco de alegria

Mentes perturbadas de segredos e covardias
Se chocando com a exatidão das convenções vis

E em tudo isso um pouco de esperança
 uma chama que não se apaga
por desejos e medos e sonhos e desesperos
Em meio a tudo isso
lágrimas escondidas por trás de palavreados quaisquer

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Terceira

nada me espanta me anima ou me surpreende
quando já se conhece o final da história
nada pode me fazer falar aquilo que é desnecessário
por mais que eu tenha as vontades contidas
nada me faria mais contente com o momento do que uma nova luz
mesmo nesta escuridão desoladora

e ainda que chegue a terceira hora deste pesadelo
nada pode me ferir mais do que
minhas cicatrizes não possa suportar

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

dois (ou a corrida)

correndo...
vejo-me constantemente correndo em busca de um pódio imaginário
um ideal inalcançável de profecias e encantos
meu reflexo no espelho é o mesmo de anos atrás
mas meus olhos já não possuem o brilho de antes
corro por colinas de verdes inexistentes
corro por neblinas que me enganam
corro e já não sei por onde ir

correndo...
minhas pernas doem e doem meus sonhos
não tenho ídolos para rogar não tenho certezas
sinto a imensidão se estender ante mim
e do alto as rapinas já sentem minha desistencia
corro sem ver outros ao meu redor
corro e de nada adiantará correr
se minha busca não tem nome nem lugar exatos

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

primeiro dia

diferenças e novidades
a busca por algo que não se encontra
paralelos em desigualdades
por tudo o que trama se trava
perseguição
uma corrida em luta de palavras
sua aflição
que me domina

sigo na noite de uma vida torpe
sem valor algum para deixar
sigo em sonolencia
por becos esquecidos
de minha própria ilusão
não me lembro
da última vez

em que pude sonhar

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Colapso

Um veneno que desce a garganta
como agulhas presas em meus olhos
Meus olhos se abrem a cada dia
com a dor que aumenta em meu peito
E no fim estarei sozinho e com as
cicatrizes que consegui pela jornada

Uma doença mental que se alastra
por meus neurônios como praga
O colapso acontece em mim
e no escuro é onde me sento e reflito
E você ai pensando que é louco
o suficiente para se trancar no quarto

Seriamente comprometida minha
memória se desintegra em lamaçal
Quando a noite chega meus
demônios me atormentam e me rasgam
Como papel sou destruído
com o fogo dos olhos de meus inimigos