eu não sei mais dançar... eu não sei mais beber...
eu não sei mais curtir uma noite...
estou morrendo... deixando de ser eu
junior bittencourt
estamos morrendo deixando de ser nós,
enquanto estão sendo o que não são
nuna nischiyama
sábado, 1 de agosto de 2009
sábado, 25 de julho de 2009
Espetáculo do J.
A celebração do Sr. João
Começa com o pôr-do-sol
Na contramão e sem confusão
Com a marcha do caracol
E o Sr. João se balança na ponte
Com as mãos na fronte
Sem medo ou razão
E antes que conte até um milhão
O Magnífico dispara o canhão
Boooom...
É a mágica!
É ele o fodão!
E lá vem anões na Parada de João
Vestidos de abobora, púrpura e limão
Dançando como focas
Na festa sem tortas
E tudo isso acontece
Nas esquinas sem nomes
O Sr. João e O Magnífico
Divertem-se como grandes irmãos
E é assim até o raiar do dia
Quando chega a tia
E põem fim a curtição
do Sr. João
É!
Começa com o pôr-do-sol
Na contramão e sem confusão
Com a marcha do caracol
E o Sr. João se balança na ponte
Com as mãos na fronte
Sem medo ou razão
E antes que conte até um milhão
O Magnífico dispara o canhão
Boooom...
É a mágica!
É ele o fodão!
E lá vem anões na Parada de João
Vestidos de abobora, púrpura e limão
Dançando como focas
Na festa sem tortas
E tudo isso acontece
Nas esquinas sem nomes
O Sr. João e O Magnífico
Divertem-se como grandes irmãos
E é assim até o raiar do dia
Quando chega a tia
E põem fim a curtição
do Sr. João
É!
domingo, 19 de julho de 2009
sem um lugar seguro
eu ouvi seu chamado
mas isso foi apenas em minha mente
as ruas estão em silêncio
e o céu azul parece calmo demais
um clarão no horizonte
eu começo a ter medo agora
o que sobrou da cidade
esta cinza
em minha memória conturbada
uma imagem de tempos felizes
e seus olhos eu me lembro eram azuis
agora não existe um lugar seguro para chorar
um clarão no horizonte
eu começo a ter medo muito medo do que virá
o que sobrou da cidade esta longe de ser belo
esta cinza
eu ouvi o seu chamado
mas era tarde
eu caí
mas isso foi apenas em minha mente
as ruas estão em silêncio
e o céu azul parece calmo demais
um clarão no horizonte
eu começo a ter medo agora
o que sobrou da cidade
esta cinza
em minha memória conturbada
uma imagem de tempos felizes
e seus olhos eu me lembro eram azuis
agora não existe um lugar seguro para chorar
um clarão no horizonte
eu começo a ter medo muito medo do que virá
o que sobrou da cidade esta longe de ser belo
esta cinza
eu ouvi o seu chamado
mas era tarde
eu caí
terça-feira, 7 de julho de 2009
Por paz e quietude
Grandes pessoas sempre morrem
e deixam profundas marcas pelo mundo
e os podres continuam...
Destruindo toda a avenida e toda a paz
trazem desordem e revolução
(e as ruas se enchem de sangue)
As casas são refúgios de crianças
e um bebê chora por quietude!
E na TV o caos instalado no país
guerra de homens, mulheres e idosos
crianças choram por quietude!
Não há um beco para se esconder
a força dos grandes dominam tudo
e o que fazer para se salvar?
Se todos fogem e criam a compaixão
(e não há um momento de paz!)
Crianças choram por quietude!
e eu grito por liberdade...
Neste tormento o sonho predominará!
e deixam profundas marcas pelo mundo
e os podres continuam...
Destruindo toda a avenida e toda a paz
trazem desordem e revolução
(e as ruas se enchem de sangue)
As casas são refúgios de crianças
e um bebê chora por quietude!
E na TV o caos instalado no país
guerra de homens, mulheres e idosos
crianças choram por quietude!
Não há um beco para se esconder
a força dos grandes dominam tudo
e o que fazer para se salvar?
Se todos fogem e criam a compaixão
(e não há um momento de paz!)
Crianças choram por quietude!
e eu grito por liberdade...
Neste tormento o sonho predominará!
domingo, 28 de junho de 2009
hora H
o tempo escureceu
e nem é noite ainda
bombas caem
pessoas correm
é a revolução chegando
os gritos são selvagens
e a destruição é grande
bombas explodem
pessoas morrem
é a revolução acontecendo
e nem é noite ainda
bombas caem
pessoas correm
é a revolução chegando
os gritos são selvagens
e a destruição é grande
bombas explodem
pessoas morrem
é a revolução acontecendo
sexta-feira, 26 de junho de 2009
horizonte esperado
eu
esperei por muito tempo
eu
sentei-me debaixo a última árvore
foi então que você chegou
e me chamou para caminhar
nós
caminhamos por horas
e conversamos por vidas
nós
estávamos indo em direção ao futuro
o nosso
esperei por muito tempo
eu
sentei-me debaixo a última árvore
foi então que você chegou
e me chamou para caminhar
nós
caminhamos por horas
e conversamos por vidas
nós
estávamos indo em direção ao futuro
o nosso
sábado, 20 de junho de 2009
caminhante
você caminha pela noite
e o que ouve?
você caminha sozinho
e o que acontece à sua volta
silêncio
você caminha e eu nada vejo
estamos aqui no meio do campo
longe da cidade e você me abraça
somos únicos
nós
e o que ouve?
você caminha sozinho
e o que acontece à sua volta
silêncio
você caminha e eu nada vejo
estamos aqui no meio do campo
longe da cidade e você me abraça
somos únicos
nós
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